WhatsApp Image 2020-11-07 at 16.35.14 (1

Advento em Família

IV Domingo

O “Sim!” a Deus que impactou

toda a Obra da Criação visível e invisível

Leituras da Missa: 2Sm 7,1-5.8b-12.14a.16 // Sl 88 // Rm 16,25-27 // Lc 1,26-38

Introdução

- Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

 

- Nosso auxílio é o nome do Senhor.

 

Todos: Que fez o céu a terra.

- Alegremo-nos porque o Senhor está perto de nós e vem trazer a reconciliação. Acenderemos a quarta e última vela de nossa coroa. Que este símbolo nos recorde a proximidade da vinda do Senhor Jesus, que vem a nos trazer alegria e esperança.

Canto

Eis a luz da quarta vela, um clarão se faz brilhar.
Bate forte o coração, é Jesus quem vai chegar.

No advento a tua vinda nós queremos preparar.
Vem, Senhor, que é Teu Natal, vem nascer em nosso lar. (Bis).

Oração Inicial

 

- Senhor, pedimos que nos ajude a estar sempre dispostos a dar um "sim" ao que nos peça em nossas vidas.

Todos: Pedimos-Te, Senhor, em Teu Nome.

- Damos graças, Senhor, por ter enviado seu Filho a nos salvar e por nos dar uma Mãe no Céu.

Todos: Bendito seja Deus para sempre. Amém.

 

Preparação para o Evangelho

 

A figura mais excelente do Advento brilha neste último domingo que precede o Natal: Maria Santíssima. Como a aurora anuncia a iminência do novo dia, a pessoa e a presença de Nossa Senhora, anunciam a proximidade de Nosso Senhor, não somente espaço temporal, mas principalmente pessoal e salvadora. Pois a razão mais fundamental da Encarnação é cumprir com o desígnio do Pai Eterno que é a salvação do gênero humano, mediante o Mistério Pascal.

É nesses termos que o profeta anuncia ao Rei Davi: “E o Senhor te anuncia que te fará uma casa” (2Sm 7,14a). Trata-se do mistério da Encarnação, do desejo de Deus de vir habitar entre nós para nos salvar, mas trata-se também da sua realeza para além da própria ordem temporal. “Este mistério foi manifestado e, mediante as Escrituras proféticas, conforme determinação do Deus eterno, foi levado ao conhecimento de todas as nações, para trazê-las à obediência da fé” (Rm 16,26). E é justamente no contexto da fé da Igreja em torno ao mistério da Encarnação e do Natal do Salvador, tomados pela mão por Nossa Senhora, que devemos olhar para o Evangelho de hoje.

 

 

Evangelho (Lc 1,26-38)

 

Naquele tempo, 26o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29Maria ficou perturbada com essas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”. 38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

 

Meditação: Humildade sim, mas uma alma magnânima

 

De acordo com a sequência narrativa do Evangelho, o cenário transforma-se radicalmente para a anunciação do nascimento de Jesus. Do Templo e da capital, onde fora anunciado o nascimento do Batista, à um vilarejo – o qual São Lucas chama ‘cidade’ a causa de sua importância para os cristãos –, portanto uma localidade sem expressão e, inclusive, menosprezada (cf Jo 1,46). Situada na semi-pagã região da Galileia, Nazaré é totalmente ignorada no Antigo Testamento (cf Gérard Rossé. op. cit. ibid.).

De um lado da figura de Nossa Senhora aparece o Anjo Gabriel, que vai até Nazaré, “na plenitude dos tempos” (cf Gl 4,4) anunciar a Encarnação do Senhor. O Anjo Gabriel é o mensageiro do evento escatológico, é ele, portanto a abrir o tempo do cumprimento. E o significado do nome Gabriel, “Deus se mostrando forte”, mostra o teor de sua missão, porque de fato, Nosso Senhor vinha, para destruir as potências do Inferno (cf São Gregório Magno. Homiliae in Evangelia, 34). Isto já dissera o Apóstolo São João: “Foi para isto que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo” (1Jo 3,8) que são o pecado, o mal e a morte a escravizar e oprimir o gênero humano.

De outro lado da Virgem Maria encontra-se o grande e venerável patriarca São José, ao que podemos chamar, apoiados nos Evangelhos e nos Padres, o guardião da pureza de Maria. Será Santo Ambrósio a corroborar com o fogo de suas palavras a função de São José como guardião da pureza de Nossa Senhora: “Desposada, para que permanecesse ilesa da infâmia de uma virgindade manchada, quando sua fecundidade parecesse sinal de corrupção. Preferiu o Senhor que alguns duvidassem de seu nascimento, mas não da pureza de sua mãe. (...) E não estimou conveniente que a fé no seu nascimento se demonstrasse com injúrias à sua mãe. (...) Assim como a Santíssima Virgem foi íntegra por seu pudor, assim sua virgindade devia ser inviolável inclusive na opinião” (apud São Tomás de Aquino. Catena Aurea). E não tenhamos dúvida de que a pureza de São José, dada sua proximidade à Santíssima Virgem e ao projeto de Deus, tenha sido também elevada a um grau excelente.

Tamanho era o recolhimento da Santíssima Virgem que somente um anjo podia encontrá-la e tamanha sua virtude que somente ele podia ter com ela um colóquio que não lhe manchasse a alma em relação a concepção e o nascimento virginal (cf Griego. Apud. São Tomás de Aquino. Catena Aurea). E o anjo a saúda com as palavras “cheia de graça” porque em relação aos demais seres criados, homens ou anjos, Deus distribui a graça com medida, sendo que Maria, Ele a cumula com a plenitude da graça. “Desde toda a eternidade, escolheu-a e indicou-a como Mãe para que o Seu Unigênito Filho tomasse carne e nascesse dela na plenitude ditosa dos tempos; e em tal grau a amou por cima de todas as criaturas, que só nela se comprazeu com assinaladíssima complacência” (cf Ineffabilis Deus. Apud. Navarra. p. 715).

O fiat mihi (faça-se em mim!) de Maria Santíssima foi uma erupção desde dentro que haveria de impactar toda a obra da criação natural e sobrenatural. “Ao encanto destas palavras virginais, o Verbo se fez carne” Das puríssimas entranhas da Santíssima Virgem, Deus formou um corpo, criou do nada uma alma, e a este corpo e alma uniu-se o Filho de Deus; desta sorte o que antes era apenas Deus, sem deixar de o ser, ficou feito homem. Maria já é Mãe de Deus” (Navarra, 715). Ao criar o mundo Deus tinha um plano concebido para o homem. O pecado arruinou este desígnio eterno, e o caminho do homem mudou-se para uma direção oposta. Finalmente, com o ‘sim’ de Maria a História pode finalmente fazer o caminho de retorno, porque Deus através dela toma novamente o homem pelas mãos, como um pai ao filho.

 

  

Propósito para o Natal

           

Contemplar mais de perto o Presépio e rezar mais intensamente para Nossa Senhora, São José, São Gabriel, etc

 

Oração final

 

Infundi, Senhor, a vossa graça em nossas almas, para que nós, que pela anunciação do Anjo conhecemos a encarnação de Cristo vosso Filho, pela sua paixão e morte na cruz alcancemos a glória da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

Oração à Nossa Senhora

 

Doce Virgem Maria, cujo coração foi por Deus preparado para morada do Verbo feito carne pelas inefáveis alegrias da expectação de vosso santíssimo parto, ensinai-nos as disposições perfeitas de uma íntegra pureza no corpo e na alma, de uma humildade profunda no espírito e no coração, de um ardente e sincero desejo de união com Deus, para que o meigo fruto de vossas benditas entranhas, venha a nascer misericordiosamente em nossos corações, a eles trazendo a abundância dos dons divinos, para redenção dos nossos pecados, santificação de nossa vida e obtenção de nossa coroa no Paraíso, em vossa companhia. Assim seja.  Amém.

- Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.

 

Todos: Amém.

 

- Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

Todos: Para sempre seja louvado!

image.png
logo paroquia.png